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Movimento pela Valorização da Vida

Publicado em 05/01/2017 00:00:00


Depois de uma semana de mobilização nas escolas, o Movimento pela Valorização da Vida foi encerrado em um evento aberto a toda a comunidade na Praça Irmã Gabriela no dia 27 de novembro. Em um domingo ensolarado, os lagoenses puderam participar do movimento que trouxe à cidade arte, saúde, informação, cultura, interação, aprendizado e mais significado para vida. 

Em meio às diversas apresentações artísticas de estudantes de todas as idades, dos grupos do projeto Arte Por Toda Parte, do Grupo Alegria do CRAS, dos alunos do Tempo Integral, dos grupos de taekwondo e zumba, entre outros grupos da cidade, os presentes puderam conversar sobre saúde bucal e mental com os profissionais de psicologia e odontologia que atendem no município e receber dicas de postura corporal com fisioterapeutas. Também receberam folders informativos sobre diversas temáticas da saúde e conscientização sobre o uso de álcool e drogas.  Puderam ainda aferir a pressão, conferir a glicose e marcar exames de mamografia com os enfermeiros e agentes de saúde presentes no movimento. 

Para as crianças o movimento não podia estar melhor: pintura facial, brincadeiras lúdicas e interativas e muita tinta e purpurina para colorir os desenhos, dobraduras e brinquedos feitos com ajuda dos professores e pais. Quem também pôde exercer a criatividade foram os participantes da Oficina de Cerâmica, realizada durante o movimento.  

O resultado do evento foi tão positivo que o público presente no local já aguarda as próximas edições: “Foi muito interessante ter a oportunidade de ver apresentações dos estudantes, dos idosos, capoeira e taekwondo, no Arame ver a apresentação das mulheres da comunidade, entre outras apresentações artísticas. O ambiente estava muito agradável e que se repita nos próximos anos”, comenta Fernando Melo que esteve presente no movimento realizado na cidade e no Povoado do Arame.

Também pensando nos próximos anos, o Secretario de Educação Afonso Maia tem planos de reunir ainda mais representantes do município: “Nosso objetivo agora é dar continuidade e para o próximo ano contar com a participação também das organizações não governamentais, como as pastorais sociais da igreja, as próprias igrejas, os sindicatos e as associações comerciais. Enfim, todos que de alguma forma se organizam para melhorar a sociedade”. 

Semana Intensa

Indo além do evento de encerramento no dia 27, o Movimento pela Valorização da Vida teve início nas escolas no dia 22 de novembro e foi até o dia 27 do mesmo mês, sendo uma semana inteira de intenso aprendizado e reflexão para os estudantes. Nas salas de aula ou no Auditório Paulo Freire, os alunos receberam diversos profissionais para debater temáticas relevantes para o futuro dos jovens e da sociedade atual. 

“Identidade de gênero”, “Viver sem se drogar”, “Práticas saudáveis e uso correto das tecnologias digitais”, “Educação para o respeito: Étnico-racial”, “Afetividade e ansiedade” e “Obesidade” foram alguns dos assuntos abordados durante toda a semana. Foram realizadas também oficinas nas escolas e creches relacionadas à higiene e saúde bucal. O estagiário de medicina Fábio Teixeira ministrou palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e outros temas da atualidade dificilmente falados: “Dois temas que achei até peculiar abordar foram o uso de anabolizantes e sobre medicamentos para emagrecer. Eu percebi que é mesmo importante discutir com a população mais jovem, que às vezes enxerga no medicamento o método fácil para perda de peso e não sabe os riscos”.  

Sobre o tema “Identidade de Gênero” a palestrante Viviane Penha foi enfática ao destacar a necessidade de trabalhar a temática em sala de aula: “O mais importante é pensar que se existe preconceito na escola é porque ele acontece em sala de aula. Então, trazer para os meninos o debate e relativizar os próprios conceitos que eles trazem em relação à sexualidade é necessário no sentido de que eles se aproximem do outro, criem um ambiente de acolhida para quem é diferente dele. No caso, nessa sociedade que a gente vive heteronormativa, que tem heterossexualidade como a norma, como o único natural, trazer o debate as questões de homofobia e de sexismo faz com que os meninos estejam mais propensos a reflexão. Muitas vezes eles não concordam, mas é importante ouvi-los e promover o debate”.

Como explica Afonso Maia, essa semana de reflexão e palestras está prevista no calendário escolar: “A Semana de Educação para a Vida está prevista no calendário escolar conforme prescreve a Lei 11.98/09. Essa legislação prevê que as escolas, durante uma semana do ano letivo, discuta de forma mais intensa com toda comunidade escolar temas pertinentes a vida e aonde a vida está de fato mais fragilizada. A questão do preconceito, o Dia da Consciência Negra, violência contra mulher, identidade de gênero, drogas, sexualidade, enfim, tudo que diz respeito a vida e onde as coisas escorregam e tornam a vida menos vida”. 

Esse ano, entretanto, essa semana de reflexão ultrapassou os muros da escola e foi disponibilizada a toda a comunidade. “Foi muito interessante, pois foi um trabalho que extrapolou as escolas. Todas as secretarias, escolas, Escola Estadual Aberlard Pereira, profissionais do município e Prefeitura assumiram a responsabilidade e fizeram o movimento ir além da sala de aula. A ideia foi justamente explicitar para toda a comunidade a Semana de Educação para Vida e chamar atenção de todos para esses temas que são importantes para toda nossa município e sociedade”, afirma o Secretário.

Arame

Na comunidade do Arame o Movimento Pela Valorização da Vida na Escola Municipal Maria Marcília de Rezende seguiu o mesmo calendário de palestras e oficinas das outras escolas, contudo o encerramento do movimento foi realizado no dia 04 de dezembro. Assim como aconteceu na Praça Irmã Gabriela no dia 27 de novembro, o evento final no povoado foi marcado por apresentações culturais do grupo Alegria do CRAS, apresentação da orquestra musical e do coral do Arame, roda de capoeira dos estudantes do Tempo Integral e apresentação de Zumba das mulheres da comunidade. Quem esteve no evento também pôde aferir a pressão e conferir a glicose, além de receber informações e folders com dicas de saúde. 

Também houve exposição do material produzido pelos alunos, pintura facial e brincadeiras para as crianças e uma interessante exibição de “cinema” com imagens áreas dos povoados do Arame, Melos, Bandeirinhas e Diamante. Em uma iniciativa singular, as temáticas empoderamento e etnia racial foram abordadas no evento através da relação de cabelo e diversidade. Quem desejasse trançar os cabelos ou receber outros cuidados acompanhados de conscientização estava no local certo. 

A supervisora de educação infantil, Jaqueline Melo, conta que durante a semana a escola recebeu, além dos palestrantes, moradores mais idosos da comunidade para interagir com os estudantes: “Foi uma semana corrida, mas muito proveitosa. Nós convidamos idosos da comunidade que vieram com intuito de “resgatar” a infância deles e contar histórias do passado. Os alunos também tiveram a oportunidade de confeccionar brinquedos usados antigamente a partir da entrevista com os avós e isso foi um momento rico. Tivemos uma oportunidade de estar socializando o avô com o neto, de ter o prazer de sentar e confeccionar o próprio brinquedo e de desenvolver a criatividade. Foi apaixonante ver trabalho concluído”.  

 

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